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Disfunção Erétil

Disfunção erétil é a incapacidade permanente de obter ou manter ereção rígida suficiente para uma atividade sexual satisfatória. Segundo o principal estudo epidemiológico realizado, o MMAS – (Massachusetts Male Aging Study), acredita-se que 52% dos homens entre 40 a 70 anos de idade apresentam algum grau de disfunção erétil. Este estudo demonstrou que 10% dos homens são completamente impotentes, 25% moderadamente impotentes e 17% minimamente impotentes. Considerando a estratificação por faixa etária, o mesmo estudo confirmou disfunção erétil completa em 5% dos homens com 40 anos e em 15% dos indivíduos com 70 anos de idade. A ereção peniana é uma resposta fisiológica dependente da integração de mecanismos psíquicos, vasculares, endócrinos, neurológicos e miogênicos desencadeados por estímulos sensitivos locais dos órgãos genitais – ereções reflexas- e/ou por estímulos psicogênicos de origem central – ereções psicogênicas. Mecanismos eréteis psicogênicos e reflexogênicos agem conjuntamente no controle da ereção peniana. A disfunção erétil causa profundo impacto negativo no bem-estar sendo considerada uma entidade multifatorial associada a inúmeros fatores de risco: Diabete melito, hipertensão arterial, doença vascular periférica, hipercolesterolemia, baixos níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL-C), hiperlipidemia, drogas, alcoolismo, tabagismo, hormonal, doenças neurológicas, depressão, insuficiência renal, infarto do miocárdio, neoplasias, obesidade, falta do conhecimento sexual, etc. É importante saber o agente causador da disfunção erétil pois muitas vezes a retirada do agente agressor pode restaurar a potência. Entretanto, existem outros casos onde o tratamento depende do agente agressor e do grau de disfunção erétil. Atualmente, existem várias formas de tratamento que variam desde as injeções intracavernosas (medicamentos injetados nos corpos cavernosos), aparelhos de sucção à vácuo, medicamentos utilizados por via oral (Sildenafil, Vardenafil e Tadalafil) e próteses penianas. O uso da testosterona em homens idosos, conhecido como Terapia de Reposição Hormonal no homem ou Terapia de Reposição com Androgênios, têm aumentado o interesse para as comunidades médica e leiga na última década. Muito embora o conhecimento a respeito dos potenciais benefícios e riscos da Terapia de Reposição Hormonal nos homens tem aumentado dramaticamente, ainda existe muito que precisa ser determinado. Embora a Terapia de Reposição Hormonal tenha resultado no aumento da densidade mineral óssea, o impacto no risco de fratura é desconhecido. Terapia de Reposição Hormonal pode levar a um aumento na massa muscular ou declínio na massa gordurosa, mas se isto se traduz em mudanças clínicas significativas na resistência e função tem que ser provada. Efeitos benéficos da Terapia de Reposição Hormonal no humor, libido e aspectos da função cognitiva podem ser encontrados, entretanto, existe uma grande e imprevisível inter-individualidade nesses prognósticos. Por outro lado, dados continuam a ser acumulados que a Terapia de Reposição Hormonal, com avaliação e monitoração apropriadas dos pacientes, é relativamente segura a curto prazo (até 3 a 4 anos) e muitos desses precoces efeitos adversos possíveis, como apnéia do sono ou policitemia, pode ser manejado. Para provar ou não que a Terapia de Reposição Hormonal irá aumentar o risco de desenvolver ou piorar as doenças cardiovasculares ou da próstata, entretanto, irá requerer o estabelecimento de grandes estudos multicêntricos bem controlados. Estas informações são apenas para informação geral a respeito do procedimento para leigos e não podem ser consideradas como uma consulta médica. Só o seu médico pode indicar o tratamento de escolha para seu caso específico.