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Banco de Sêmen Terapêutico

A orquiectomia (retirada cirúrgica dos testículos), quimioterapia ou a radioterapia podem resultar na diminuição da concentração (quantidade) de espermatozóides de forma temporária ou permanente. O profissional envolvido com o tratamento dos pacientes com câncer não pode prever qual paciente terá danos nos espermatozóides causados pelo tratamento, assim como se estes danos serão temporários ou permanentes. Para estes homens, as amostras de espermatozóides congelados antes de iniciar o tratamento para o câncer, preserva o potencial para engravidar suas parceiras com seus próprios espermatozóides no futuro. Outro grupo de pacientes em que está indicado o congelamento (criopreservação) de espermatozóides são os vasectomizados. Os pacientes submetidos à vasectomia devem ser alertados a respeito da possibilidade de quererem estabelecer gravidez no futuro. Devido à isto, a possibilidade do congelamento de espermatozóides deve ser oferecida a todos os pacientes quando da vasectomia.
Decidindo sobre o banco de sêmen
A decisão para entrar em um programa terapêutico de banco de sêmen é extremamente pessoal e ocorre em uma época muito difícil na vida do homem. A opção deve ser discutida assim que o diagnóstico de câncer é realizado devido ao fato de que o tempo é uma questão crítica no congelamento dos espermatozóides.
Quando considerar banco de sêmen terapêutico
O congelamento de sêmen deve ser considerado uma opção em homens com os seguintes diagnósticos:
• Câncer de testículo
• Leucemia ou linfoma
• Outros tipos de doenças tratadas com quimioterapia, radioterapia ou cirurgias linfonodais retroperitoneais
As preocupações sobre potenciais efeitos do tratamento sobre a fertilização devem ser discutidas com o médico que está realizando o tratamento do câncer. Quando iniciar o congelamento das amostras seminais Homens com o diagnóstico de câncer que querem congelar o sêmen devem fazê-lo antes de iniciar o tratamento. Geralmente, um período de duas semanas é considerado o tempo necessário para coletar as amostras suficientes para o congelamento. As chances de engravidar a esposa aumentam proporcionalmente ao número de amostras seminais congeladas. Muitos homens congelam entre 3 e 6 amostras seminais coletadas em diferentes dias, dependendo da qualidade e quantidade das amostras. Entretanto, caso o paciente apenas disponha de 1 ou 2 dias, ele deve coletar tantas amostras quanto possíveis. Coleta das amostras de sêmen As amostras seminais devem ser coletadas em ambientes isolados, de preferência em clínicas de reprodução humana ou laboratórios de andrologia. O estímulo manual é o único método recomendado porque envolve um risco menor de contaminação da amostra seminal. A presença da parceira durante a coleta é permitida se assim o paciente desejar. Após feita a coleta, cada amostra seminal é etiquetada e codificada. Uma pequena porção da amostra é examinada. O restante é dividida em 3 a 4 frascos para o armazenamento permanente. As amostras são colocadas no tanque de armazenamento contendo nitrogênio líquido à – 196 ºC. O sêmen pode permanecer por mais de 50 anos nestes tanques sem prejuízo da qualidade seminal. Risco de malformações congênitas A incidência de malformações congênitas em filhos de pacientes com câncer que congelaram amostras seminais não é superior a filhos de pacientes por meio da relação sexual. Recentes estudos demonstraram que as taxas de fertilização e gravidez em pacientes com câncer que congelaram o sêmen e foram submetidos a procedimentos de reprodução assistida não é inferior às taxas encontradas em pacientes inférteis submetidos a fertilização "in vitro"/injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI). Estas informações são apenas para informação geral a respeito do procedimento para leigos e não podem ser consideradas como uma consulta médica. Só o seu médico pode indicar o tratamento de escolha para seu caso específico.